terça-feira, 26 de outubro de 2010

Avaliação Institucional e de Aprendizagem

Temos consciência que a avaliação é parte integrante do processo ensino/aprendizagem e requer preparo técnico e grande capacidade de observação dos profissionais envolvidos, ela é um processo mediador na construção e se encontra intimamente relacionada à gestão da aprendizagem dos alunos. Na avaliação da aprendizagem, o professor não deve permitir das provas periódicas, sejam supervalorizadas em detrimento de suas observações diárias, de caráter diagnóstico  pois sabemos que estas são apenas um dos instrumentos de avaliação e o nosso educando não é um ser passivo que deverá ser avaliado em um só momento, a prova, é sim em todos os momentos da aprendizagem, inclusive fora do ambiente escolar. A avaliação de aprendizagem possibilita a tomada de decisão e a melhoria de qualidade de ensino, informando as ações em desenvolvimento e a necessidade de regulações constantes.
            A avaliação formal, que temos na maioria das escolas do pais, só objetivam mensurar notas como se o aluno fosse um objeto a ser medido de zero a dez, sendo muitas vezes responsável pelo fracasso, ocupando mesmo papel central nas relações que estabelecem entre se os profissionais da educação, alunos e pais. Avaliar tem seu objetivo maior a atribuir méritos ao nosso educando, é um processo  para aferição da qualidade do seu resultado, pois, bem aplicada, ela constitui uma operação indispensável em qualquer sistema escolar.
            Partindo do princípio básico que aprender é construir seu próprio conhecimento, e que a avaliação funciona como uns desenvolvimentos de competências interpessoal, vêem que alguns educadores não utilizam a avaliação corretamente, pois, quase nunca respeitam a comunidade na qual o aluno esta ligado e que os instrumentos de avaliação são apenas mensurados, saindo do objetivo maior, o ser humano.
            A escola tem que se colocar como o espaço onde se atuam sujeitos sócios culturais que se formam mutuamente através das relações sociais. É necessário que a escola se conscientize que ela é responsável a atender às necessidades das camadas populares, as grandes vitimas do modelo do nosso sistema, precisando de um novo referencial para   a constituição do processo avaliativo. Precisamos repensar a intervenção do educador, projeto curricular, da organização do trabalho e da importância da formação e das identidades e dos valores pessoais, abolindo o sistema de notas, trazendo à átona o valor dos aspectos globais do processo ensino-aprendizagem, constituindo num processo investigador e formativo do qual todos os envolvidos participam ativamente.
            Assim como todos os envolvidos no processo ensino-aprendizagem o gestor escolar precisa compreender as dimensões que a avaliação assumiu nas propostas educacionais, a organização da escola é de todos os envolvidos é cada vez mais direcionada a mecanismos de avaliação internos e externos à escola, o gestor da educação, tem que se envolver, a todo o momento, não podemos virar as costas a esta nova proposta, e é essa compreensão que torna-se fundamental para que sua atuação no contexto possa contribuir para a formação de uma escola autônoma, atendendo ao condicionante socioculturais, políticas e econômicos que a produz.
            Sendo a avaliação institucional um importante instrumento de auto-avaliação da escola, podendo tornar a gestão da escola mais transparente, integrada, comprometida com a melhoria da qualidade do ensino e da educação e consequentemente com todos os integrantes no processo ensino-aprendizagem.
           

terça-feira, 12 de outubro de 2010

"Indicadores da qualidade na Educação".


Curso de Gestão Escolar: realidade democrática
Aluna: Vera Lúcia Cardoso

Faça um diagnóstico sobre a qualidade da educação da escola em que você atua, ou na escola mais próxima da sua casa. Para isso, utilize o roteiro e as explicações detalhadas que se encontram no texto “Indicadores  da qualidade na Educação”,  que consta no CD. Esta atividade deve ser postada em seu blog na data estipulada.

Quando falamos em diagnóstico sobre a qualidade da educação, pensamos logo em análise, porém só podemos analisar algo se pudermos encontrar o que estamos analisando. Por esta razão quando dizemos que estamos fazendo um diagnóstico temos que saber o que estamos diagnosticando.
Quando pensamos em problemas de aprendizagem vem a nossa mente facetas que podem compor tal problema; de que ordem é este problema? Da família? Da escola? Da criança? Da sociedade? De todos os fatores associados?
Temos que olhar crítico, buscando respostas para a pergunta: Por que estas crianças não aprendem? O que está as impedindo de progredirem?
Vimos à necessidade de dar atenção especial às queixas trazidas pelos pais, pelos próprios alunos, pra que juntos pudéssemos, transformar a realidade inserida. Sentimos necessidade de diferenciar o que é novo e o que é velho, criando assim uma terceira produção, a nova produção.
A partir do momento que estamos dirigindo a alguém que veio a nossa procura, já não conseguimos mais ouvir somente, buscamos sentido naquilo que ouvimos. Buscamos o sentido da queixa, nos questionamos: Por que esta mãe vem buscar ajuda agora? O que esta acontecendo com esta família? E assim poderemos pensar em inúmera questões que vem a nossa mente sempre que iniciamos uma nova história. E temos que questionar a cada fala desta mãe, deste indivíduo e temos que suportar não ter respostas para estas perguntas. Temos que aprender a suportar dúvidas.
Não devemos apenas rotular e não visar os aspectos negativos. Sempre que vamos fazer um diagnóstico sobre a qualidade da educação que nos propomos, temos que conhecer a pessoa por inteiro, tem que verificar como ela aprende, e não verificar o que já sabe ou aquilo que ela não sabe, isto a escola ou a família já sabe, nós temos que questionar o como é não só o que ela aprende.
O objetivo não é classificar o indevíduo, ou rotulá-lo tantos rótulos que por aí existem, mas sim verificar como o ensino-aprendizagem está aprendendo e o que está dificultando o desenvolvimento de suas potencialidades. Temos que pensar o aluno como alguém capaz que vive um contexto familiar, escolar e social específico e de que maneira vivencia estes espaços de forma diferente, só assim poderemos ajudá-lo a ser autor e não só ator de sua própria história.
O objetivo maior de todos os profissionais que participam do processo de ensino-aprendizagem na escola em que atuo é de desenvolver o trabalho em prol a formação contínua do educando, tentando prepara-lo para a vida familiar  e social pois, temos em mente que o foco maior não é as notas bimestrais, porque sabemos que o aluno não está no contexto para ser mensurado em uma escola de zero a dez e sim, conscientizá-lo que ele é o grande transformador de sua sociedade, para isso toda equipe, em parceria, busca a qualidade da educação, buscando sempre uma escola eficaz, em envolvimento permanente com a comunidade e temos também em mente a questão de quem ensina também aprende e quem aprende também ensina.
Sabemos que ainda temos que enfrentar uma grande batalha para conseguirmos alcançar a tão sonhada escola de qualidade, pois, a todo momento esbarramos com vários tipos de problemas, na busca de aprendizagem  mais significativa, nem sempre a comunidade aceita esta forma mais real de executar o trabalho, almejando uma escola mais conteudista, tal como era em outras épocas, essa mudança no currículo nem sempre é entendida pelos pais, que nos “apedrejam” com questionamento e críticas negativas.
Outro aspecto que quero salientar é a formação e atualização do docente que às vezes reluta em buscar novos aperfeiçoamentos.
A comunidade a qual a escola está inserida também por situações sócio econômica, afetiva, baixo alta-estima e até mesmo cultural, também contribui em dificultar a elaboração e execução de um trabalho pedagógico mais eficiente, pois sentimos necessidade do envolvimento aluno, escola, pais, de uma participação ativa, o que sempre são de fundamental importância para produção de uma escola de qualidade, pois os trabalhadores em educação precisam a todo o momento deste envolvimento, para poder apresentar resultados positivos em  termo de aprendizagem.
Buscamos ter nosso aluno como foco central do sistema educativo, levando uma aprendizagem mais significativa, pois, detectamos a necessidade de produzir uma educação de qualidade voltada para o uso diário do nosso aluno, transformando a sua realidade.
Senti a necessidade de uma gestão, no que diz respeito aos projetos educacionais, uma administração flexível e autônoma buscando métodos novos de ensino para uma aprendizagem ativa, maior atenção a formação dos professores e uma atenção ao controle de avaliação para a tomada de decisões no campo educativo levando o aluno a ajustá-se continuamente.